
O Xingu é um só
O forte do Xingu+ foi reunir, em uma aldeia kayapó, moradores e lideranças de todos os povos que vivem na bacia do rio Xingu.
União era o foco do encontro político e a ideia era fazer uma série de fotos que retratasse isso. Surgiu a ideia: levar um banco para o meio da aldeia e colocar pessoas de povos diferentes, sentadas lado a lado, unidas no front da luta pela floresta.
Um honra gigante pode registrar esses encontros cheios de sorrisos e documentar a união desses povos em defesa do Xingu. Desde a Rita, ribeirinha que nunca tinha ido a uma aldeia, até o Doto e o Sinku, kayapó e panará, respectivamente, povos rivais historicamente, sentados no mesmo banco.
O Xingu é um só.
Durante 5 dias em agosto de 2019 lideranças de todos os povos da bacia do rio Xingu foram até a aldeia Kubenkokre, no coração da Terra Indígena Menkragnoti, se reunir para discutir o futuro da floresta, durante o quatro encontro da Rede Xingu+ — que promove uma aliança em prol da Amazônia.
Ameaçados por madeireiros, garimpeiros, grileiros, desmatamentos, queimadas criminosas, contaminação dos rios e obras de infraestrutura que são crimes socioambientais, povos que não se conheciam e até povos que guerrearam no passado deram as mãos na linha de frente.
A aldeia Kubenkokre recebeu os Mebengokre, Kalapalo, Ikpeng, Yudja, Panara, Khisêtjê, Tapayuna, Parakanã, Arawete, Xikrin do Bacajá, Xipaya, Kuruaya, Arara da Cachoeira Seca e Yudja da Volta Grande, e ribeirinhos das Reservas Extrativistas Riozinho do Anfrísio, Iriri e Xingu, e do Conselho Ribeirinho.
Foi um momento histórico em que rivalidades foram deixadas no passado para que o futuro seja de união.
Foto: Doto (kayapó), Oe Kayapó, Ngrenhto (xikrin), Mopnook (xikrin), Sinku (panará) e Sykja (panará),

Oe Kayapó, Liliane Ferreira (ribeirinha), Ngrenhto (xikrin) e Mopnook (xikrin).

Gilliarde (juruna) e Yakuná (ikpeng).

Aritani (arawete), Kumaripa (xipaya) e Tapirape (arawete).

Benedito (kuruaya), João Galdino (kuruaya), Bepiareti (kayapó), Luiz Jorge (kuruaya) e Koki (kayapó).

Tawaiku (yudjá) e Winti Suya (khisêtjê).

Bepto (xikrin), Cleo Francelino (ribeirinho), Bepkra (xikrin) e Bemuryi (kayapó).

Xene (parakana), Tye (parakana), Poanpo (ikpeng) e Xokarowara (parakana).

Awãkayu (juruna), Gilliarde (juruna) e Yakawilu (juruna).

Amarildo (kalapalo), Krojo (kayapó), Korowiriti (khisêtjê) e Carmina (juruna).

Tawaiku (yudjá), Liliane Ferreira (ribeirinha), Yãkarewa (yudjá), Karin (yudjá), Rita (ribeirinha), Txapina (juruna) e Carmina (juruna).

Liliane Ferreira (ribeirinha), Kamikiá (khisêtjê), Denilson (ribeirinho) e Talem (arara).

Pilik (arara), Iaudo (arara), Iaut (arara), Manuel Resende da Costa (ribeirinho), Marco Vinicius Borges (ribeirinho) e Maria Benedita Borges (ribeirinha).

Manuel Resende da Costa (ribeirinho), Marco Vinicius Borges (ribeirinho) e Maria Benedita Borges (ribeirinha).

Iaudo (arara), Iaut (arara) e Pilik (arara).